Meus cinco maiores medos, por Twyla Tharp

[português abaixo]

“No one starts a creative endeavor without a certain amount of fear; the key is to learn how to keep free-floating fears from paralyzing you before you’ve begun. When I feel that sense of dread, I try to make it as specific as possible. Let me tell you my five big fears:

1. People will laugh at me.

2. Someone has done it before.

3. I have nothing to say.

4. I will upset someone I love.

5. Once executed, the idea will never be as good as it is in my mind.

These are mighty demons but they’re hardly unique to me. You probably share some. If I let them, they’ll shut down my impulses (“No, you can’t do that”) and perhaps turn off the spigots of creativity altogether. So I combat my fears with a staring-down ritual like a boxer looking his opponent right in the eye before a bout.

1. People will laugh at me?

Not the people I respect; they haven’t yet, and they’re not going to start now. (Some others have. London’s Evening Standard from 1966: “Three girls, one of them named Twyla Tharp, appeared at the Albert Hall last evening and threatened to do the same tonight.” So what? Thirty-seven years later I’m still here.)

2. Someone has done it before?

Honey, it’s all been done before. Nothing’s really original. Not Homer or Shakespeare and certainly not you. Get over yourself.

3. I have nothing to say?

An irrelevant fear. We all have something to say. Plus, you’re panicking too soon. If the dancers don’t walk out on you, chances are the audience won’t either.

4. I will upset someone I love?

A serious worry that is not easily exorcised or stared down because you never know how loved ones will respond to your creation. The best you can do is remind yourself that you’re a good person with good intentions. You’re trying to create unity, not discord. See the curtain call. See the people standing up. Hear the crowd roaring.

5. Once executed, the idea will never be as good as it is in my mind?

Toughen up. Leon Battista Alberti, a fifteenth-century architectural theorist, said, “Errors accumulate in the sketch and compound in the model.” But better an imperfect dome in Florence than cathedrals in the clouds.

Ninguém inicia uma empreitada artística sem uma certa dose de medo; o segredo está em aprender como evitar que todos esses medos nos paralizem antes que sequer comecemos. Quando me sinto apreensiva assim, eu tento tornar essa sensação específica ao máximo. Deixe-me contar sobre meus cinco maiores medos:

1. As pessoas vão rir de mim.

2. Alguém já fez isso antes.

3. Eu não tenho nada a dizer.

4. Vou magoar alguém que amo.

5. Uma vez concretizada, a ideia nunca será tão boa quanto na minha cabeça.

Estes são demônios poderosos aos quais pessoalmente preciso prestar muita atenção. Você deve compartilhar alguns deles. Se eu deixo, eles minam meus impulsos (“Não, você não pode fazer isso”) e talvez fechem todas as torneiras da criatividade de uma vez só. Então, combato meus medos com um ritual onde eu os encaro como um boxer, que olha o adversário no fundo dos olhos antes de desferir um golpe.

1. As pessoas vão rir de mim?

Não as pessoas que eu respeito; eles nunca riram e não é agora que vão começar a rir. (Alguns outros já. O Evening Standard de Londres em 1966: “Três garotas, uma delas chamada Twyla Tharp, se apresentaram no Albert Hall ontem à noite e ameaçam fazer o mesmo hoje.” E daí? Trinta e sete anos depois ainda estou aqui.)

2. Alguém já fez isso antes?

Querido, tudo já foi feito antes. Nada é inteiramente original. Nem o Homer [Simpson] nem Shakespeare, e nem você, provavelmente. Supere isso.

3. Eu não tenho nada a dizer?

Um medo irrelevante. Todos nós temos algo a dizer. Além do mais, você está entrando em pânico muito cedo. Se os bailarinos não abandonarem você, muito provavelmente a plateia também não vai abandonar.

4. Vou magoar alguém que amo?

Esta é uma preocupação séria que não dá para exorcizar ou encarar de frente porque nunca se sabe como as pessoas queridas vão reagir à sua criação. O melhor a se fazer é lembrar-se de que você é uma boa pessoa, com boas intenções. Você está tentando criar unidade, não discórdia. Visualize os aplausos, as pessoas aplaudindo de pé. Ouça a plateia vibrando.

5. Uma vez concretizada, a ideia nunca vai ser tão boa quanto na minha cabeça?

Seja firme. Leon Battista Alberti, um teórico da arquitetura do séc. XV, disse: “Erros se acumulam no rascunho e constituem o modelo”. Antes uma cúpula imperfeita em Florença do que catedrais nas nuvens.

— Em The creative habit

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